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| ano III - edição nº 09 - Outubro de 2007 |
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Em tempos de consolidação
Diz-se hoje em dia que quem não compra está à venda. A união de empresas de diversas indústrias e de todos os portes há tempos deixou de ser mera especulação. Tanto assim que números e pesquisas mostram o grande aumento das operações nos últimos anos. Apenas nos cinco primeiros meses de 2007, a consultoria The 451 Group registrou 374 aquisições no mercado de software, em um total recorde de US$ 27,8 bilhões. Os valores superam o ano de 2005, quando foram realizadas 264 transações, com valor total de US$ 24,4 bilhões.
No Brasil, a percepção não foi diferente. As fusões e aquisições na área de TI cresceram 28% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, e se aproximam do patamar mais alto verificado até o momento, em 2000, época da chamada “bolha da internet”. No primeiro semestre do ano, foram realizadas 23 transações, contra 57 em 2000. A expectativa é que esse número seja ainda superior no segundo semestre, devido às negociações que já estão em curso.
Na contramão dessa tendência, empresas, como a GVT preferem investir na expansão de sua operação e construção de rede. A operadora, que realizou IPO em fevereiro deste ano e capitalizou R$ 1 bilhão, mantém seu foco em resultados, crescimento rentável e confiança na força da sua marca. Recentemente a companhia anunciou investimentos de R$ 100 milhões em infra-estrutura e ampliação da sua oferta de serviços para o mercado residencial de Belo Horizonte.
Também no caminho contrário, a Siemens Enterprise Communications, antes uma unidade da Siemens, ganhou vida própria com o spin off realizado em setembro de 2006. Prestes a completar um ano, a nova empresa é líder no mercado brasileiro de comunicações convergentes e detém 68% de market share entre as empresas com maior faturamento do País. Entre as suas estratégias de crescimento estão trabalhar junto à matriz para autorizar a fabricação local dos terminais IP no Brasil – a companhia possui uma unidade fabril em Curitiba (PR) -, além de conseguir baratear cada vez mais o custo final do produto.
Independentemente da escolha da estratégia, é importante que as empresas estejam cientes de que nem sempre as aquisições e fusões são a melhor opção e que qualquer movimento deve ser bem analisado e realizado com bastante cautela. Afinal, os resultados positivos só vêm quando fortemente embasados em estudos, pesquisas e uma atuação bem estruturada no setor. |
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