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Como aproveitar as vantagens da Web 2.0 no ambiente corporativo
Historicamente, as tecnologias eram desenvolvidas com foco nas empresas para depois serem absorvidas pela sociedade de consumo. Foi assim com o rádio, a televisão e os computadores. Todos estes equipamentos foram utilizados pelas grandes empresas e, só depois de aperfeiçoados, postos à disposição da comunidade.
Foi assim pelo menos até 2003, quando a empresa norte-americana O´Reilly Media criou o termo Web 2.0. O nome sozinho não representou significativas mudanças dentro da atmosfera corporativa, mas sua utilização em larga escala pela humanidade, sim, fez mudanças radicais na forma como a sociedade se comunica e analisa o mundo.
A “nova web” foi designada para denominar uma segunda geração de comunidade e serviços baseados na plataforma da internet, como wikis e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão da rede, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores.
A forma mais tátil de explicar o crescimento exponencial da Web 2.0 pode ser observada na Wikipedia. Criada em 15 de janeiro de 2001, antes mesmo do termo Web 2.0 existir, é uma enciclopédia sem fins lucrativos e disponível em 275 idiomas, com um total de 7,5 milhões de artigos, em que qualquer pessoa conectada pode modificar arquivos. Cada leitor é um potencial colaborador do projeto.
Esse fenômeno ganha ainda mais prestigio quando analisado sob a óptica de que não há uma instituição que a comercializa ou cobra por informações lá contidas ou fabricadas. Com este fator de relevância, as empresas espalhadas pelos quatro continentes começam a prestar atenção e a fazer o movimento inverso de todas as outras inovações tecnológicas já inventadas por elas mesmas. Adotar uma ferramenta criada fora das quatro paredes de qualquer planta fabril de qualquer companhia do mundo.
O grande desafio para os desenvolvedores e CIOs é saber lidar com uma tecnologia que não domina, não fora desenvolvida e criada por eles e que possui um alto poder de colaboração fora de seus domínios e de sua propriedade intelectual. Mas os benefícios são inúmeros.
A BEA Systems, empresa líder mundial em aplicações e infra-estrutura de software, acredita que a adoção da Web 2.0 pelas empresas já está ocorrendo em algumas partes do mundo de forma tímida. Um dos fatores determinantes para a lenta aplicação da tecnologia nos negócios é a adaptação das soluções para área corporativa.
O ambiente pode ser mais satisfatório para as companhias que possuem o conceito de Arquitetura Orientada a Serviço (SOA) e Business Process Management (BPM). A Web 2.0 será a última camada da infra-estrutura que permitirá maior colaboração, além de informação, inovação e negócios.
O cenário sobre a adoção da Web 2.0 como ferramenta de comunicação para o ambiente corporativo está mudando gradativamente. Fora do Brasil existem alguns casos de sucesso em que a Web 2.0 foi uma solução encontrada para problemas crônicos para o futuro de determinadas empresas e uma ótima ferramenta para o contingenciamento de conhecimento e custos.
O livro recém-lançado pela editora Nova Fronteira, denominado “Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio”, de Don Tapscott & Anthony D. Willians, traz alguns desses exemplos bem-sucedidos, além de um estudo aprofundado do impacto que a Web 2.0 está causando na economia mundial.
É inegável que a evolução da Web trouxe ganhos e dividendos para as empresas vanguardistas na questão de colaboração em massa. Sites de relacionamento como Orkut, MySpace e Youtube são provas vivas e reais que está plataforma Web, quando bem trabalhada, pode ser uma ferramenta muito importante para os negócios.
Para a BEA Systems, o grande dilema para o uso da Web 2.0 pelas empresas é a questão de segurar o ímpeto dos usuários e administrar de forma segura esta ferramenta de comunicação. Ou seja, antigamente era necessário convencer as pessoas a usarem os novos sistemas implementados pelos departamentos de TI. O desafio hoje é encontrar uma maneira segura de permitir o uso de ferramentas totalmente abertas e disponíveis na Web.
É necessário que os CIOs entendam que a Web 2.0 será introduzida, automaticamente pelos colaboradores da empresa. Adotar práticas “antiweb 2.0” poderá gerar conflitos internos. A medida ideal para adoção da tecnologia é criar um plano de ação, fazê-la internamente e, aos poucos, abrir o padrão de colaboração para clientes, fornecedores e sociedade.
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