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ano IV - edição nº 10 - Janeiro de 2008 Topo
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Pela liberdade de escolha

* Por Roberto Prado

Roberto PradoA discussão na comunidade de Tecnologia da Informação (TI) sobre o uso do formato Open XML é ampla. A entrada do ECMA Open XML como padrão adicional ao Open Document Format (ODF) beneficiará toda a indústria local de software, seus clientes e usuários. Muitos têm dito, em alto e bom som, que desejam ter interoperabilidade, respeito ao legado, investimento e, principalmente, possibilidade de escolha e inovação.

Arquivos baseados em XML possibilitam a leitura de quaisquer documentos no seu formato original e ajudam a integrar os processos. Também oferecem oportunidades significativas para os integradores de software (ISVs – Independent Software Vendors) criarem aplicações de alto valor.

O Office 2007, pacote de aplicativos de produtividade da Microsoft, por exemplo, já conta com o formato baseado em Open XML, que possibilita a leitura de documentos do Office 2003, Office XP e Office 2000 a partir de uma atualização gratuita. Vale ressaltar que o sistema também suporta outros formatos.

O Open XML representa um importante avanço em relação à concretização da visão do XML, pois busca oferecer a ampla interoperabilidade ao permitir que documentos sejam arquivados, reestruturados, incrementados, modificados e reutilizados de forma dinâmica.

Algumas discussões trazem comparações entre o Open XML com o ODF. É importante reconhecer que estes formatos foram criados com objetivos bem diferentes e que eles são somente dois dos muitos sistemas padrões à disposição atualmente. Cada um deles possui características ideais para determinada finalidade.

Há quem ignore o fato de que o Open XML traga avanços e benefícios para os usuários. Isso é o mesmo que limitar a possibilidade de escolha e de inovação tecnológica, por motivos comerciais. Os esforços da IBM em ter apenas o ODF como formato restringe esse direito, essencial para o desenvolvimento de um mercado atualizado e competitivo.

Recentemente, o Grupo de Trabalho da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fez comentários que foram objeto de consenso para o aperfeiçoamento do sistema Open XML. Acreditamos que isso represente efetivamente uma oportunidade de evolução do formato, como parte do processo natural de elaboração de qualquer especificação técnica.

Além disso, representantes de empresas brasileiras de tecnologia que atuam com soluções Microsoft (International Association of Microsoft Certified Partners) declararam que caso o Open XML fosse certificado os negócios registrariam um aumento de aproximadamente 14%. Uma possibilidade maior de atuação em conjunto com desenvolvedores de TI, mesmo entre empresas que atuam com diferentes plataformas, contribuiria para esse ganho.

Atento a isso, o estado norte-americano de Massachusetts realizou uma revisão da política que envolve seu modelo de referência técnica para empresas (ETRM – Enterprise Technical Reference Model). A intenção era permitir a colaboração da comunidade a respeito do tema, fato que resultou em mais de 460 contribuições de pessoas e organizações.

Os clientes querem escolha, interoperabilidade e inovação. O Open XML oferece todas essas características e também possibilita a integração de tecnologias, via tradutores, para gerar maior produtividade aos usuários.

Roberto Prado, gerente de Estratégia de Mercado da Microsoft Brasil

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