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ano IV - edição nº 11 - Março de 2008 Topo
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A importância de ser interoperável

Em um mercado cada vez mais exigente e competitivo, quem tem à disposição condições de realizar ações de forma conjunta acaba destacando-se por apresentar um resultado final além das expectativas do cliente. No segmento de tecnologia o mesmo pensamento torna-se referência para as atividades diárias desempenhadas pelos usuários, sejam eles de software proprietário ou livre. Todos buscam reduzir os custos e os riscos relacionados à integração de sistemas diversos, além de utilizar os resultados dessa economia em oportunidades para novos investimentos.

Com o objetivo de proporcionar condições para que isso realmente aconteça, a Microsoft possui iniciativas voltadas para oferecer a interoperabilidade que, para muitos dos seus clientes, é considerada tão importante quanto a segurança e a confiabilidade de um produto. Recentemente, a companhia norte-americana anunciou uma série de mudanças em sua tecnologia e práticas de negócios, a fim de ampliar a abertura do código dos seus principais produtos com o propósito de permitir uma maior interoperabilidade aos usuários.

Dessa forma, desenvolvedores, parceiros, clientes e concorrentes poderão analisar de forma detalhada os códigos das mais importantes soluções e tecnologias da companhia, como o Windows e o Office. Isso, em um futuro próximo, significará novos rumos para os debates proporcionados pelas comunidades de código aberto e proprietário. Se antes um acusava o outro de não se interessar em compartilhar seus conhecimentos, a partir de agora essa argumentação perderá espaço para questões muito mais relevantes como a portabilidade de dados para assegurar conexões abertas e, consequentemente, intensificar o apoio a um padrão da indústria. Esse engajamento entre clientes, mercado e comunidades de código aberto fará com que, por exemplo, as cerca de 30 mil páginas de documentação para o Windows sejam usadas livremente por pequenos desenvolvedores ou mesmo acadêmicos para a criação de novos produtos.

Vale ressaltar que esses desenvolvedores poderão utilizar a documentação gratuitamente. As empresas envolvidas na distribuição comercial das implementações desses protocolos poderão adquirir licenças de patentes diretamente da Microsoft.

Além dessa iniciativa, parcerias com empresas e universidades no sentido de propagar a interoperabilidade entre sistemas também são realizadas. Novell e Sun Microsystems já firmaram acordos mundiais nesse sentido. Aqui no Brasil, os laboratórios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolvem projetos no sentido de permitir o acesso às tecnologias Microsoft.

 
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