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ano IV - edição nº 12 - Junho de 2008 Topo
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  Brasil avança em respeitabilidade no mundo

O brasileiro que acompanha o noticiário regularmente sabe o quanto é difícil manter o orgulho pela pátria amada. Mas os que ficaram atentos aos cadernos de economia e mídias internacionais deste último mês se sentiram recompensados. As reportagens sobre o aumento no grau de investimento, a cobertura internacional falando que finalmente o gigante adormecido está acordando e estudo mundial que comprova a percepção de que estamos entre os cinco mais influentes do mundo aqueceram os corações verde-amarelos neste final frio de outono.

Puxado pela alta no índice do investment grade, produzido pela agência Standart & Poor´s, o tal “grau de investimento” foi exaustivamente debatido pela mídia local e teve reflexos internacionais. O respeitadíssimo jornal britânico The Guardian publicou em 10 de maio matéria intitulada O País do Futuro Finalmente Desperta (The Country Of The Future Finally Arrives), na qual alardeia, além deste ponto, o controle da inflação, a valorização do Real frente ao dólar e o aumento da classe média. Tudo reflexo do controle econômico de quase uma década e das recentes conquistas na área de biocombustível e exploração de novas bacias petrolíferas.

Também com o gancho do grau de investimento, Mark Howard escreveu o artigo Brasil Subirá Pela Escada do Grau de Investimento (Brazil Will Go On Moving Up Investment Grade Ladder) para o Financial Times discorrendo que este aumento já deveria ter ocorrido há mais tempo. O jornalista, principal referência em cobertura econômica internacional, reafirma o tom positivo dizendo que o país não pode ser acusado de negligenciar o seu desenvolvimento e que nunca perdeu seu status de modelo de gigante emergente do futuro.

Seguindo este cenário, o estudo Visão do Brasil, encomendado pelo Serviço Mundial da BBC e realizado pela Market Analysis, em parceria com o Instituto GlobalScan, apontou que o país aparece na quinta posição, de um total de 14, entre os mais influentes no mundo com 44% das opiniões favoráveis. Segundo Fabiàn Echegaray, diretor do instituto de pesquisas, o Brasil ficou atrás somente da Alemanha, Japão, França e Grã-Bretanha. “Esta classificação o coloca à frente de outros componentes do BRICS (Rússia, 37%, e Índia, 41%)”, afirma o executivo.

Tanto as matérias quanto o estudo reforçam que a visão européia sobre o país é positiva. A Grã-Bretanha (43%) e a Espanha (42%) foram os responsáveis pela melhor classificação do Velho Continente. Completam o time, a França (40%), e a Itália (39%).

Curiosamente, Portugal, com sua proximidade histórica, divide opiniões – 36% dos entrevistados avaliam o impacto positivamente e 34%, de forma negativa. Mas não vamos entrar em embate com nossos irmãos de além-mar, até por que estamos muito distantes da imagem portuguesa de Ilha de Vera Cruz e da Pindorama dos primeiros habitantes desta terra.
 
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